da Violeta

sábado, 29 de agosto de 2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Quem você é, faz a diferença



"Uma noite, um homem chegou a casa e sentou-se com o seu filho de 14 anos e contou-lhe:

- Hoje aconteceu-me a coisa mais incrível. Estava no meu gabinete quando entrou um dos jovens executivos e disse-me que me admirava e deu-me uma fita azul por ser um génio criativo. Ele acha que eu sou um génio criativo. Depois pôs-me no casaco por cima do coração, aquela fita azul e pediu-me para encontrar alguém a quem homenagear. Quando vinha no carro para casa pensei em quem iria homenagear com esta fita e pensei em ti. Quero homenagear-te.

Os meus dias são febris, e quando chego a casa, não te presto muita atenção. Às vezes grito contigo porque não tens boas notas na escola e por o teu quarto estar uma desarrumação, mas hoje quero ficar aqui sentado e dizer-te apenas que para mim contas. Além da tua mãe, és a pessoa mais importante da minha vida. És um miúdo formidável e amo-te!

Espantado o rapaz começou a soluçar e não conseguia parar de chorar. Todo o seu corpo estremecia e, por entre lágrimas, ergueu os olhos para o pai:

- Tinha planeado fugir de casa amanhã, pai, porque pensava que não me amavas. Agora já não tenho de fazê-lo. "

Helice Bridges

sábado, 22 de agosto de 2015

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Canção do Coração



"Era uma vez um grande homem que casou com a mulher dos seus sonhos. Com amor criaram uma menina.

Quando essa menina estava a crescer o grande homem abraçava-a e dizia-lhe: «Amo-te, minha menina.» A rapariguinha fazia beicinho e dizia: «Já não sou menina.» Então o homem ria-se e dizia: «Para mim, serás sempre a minha menina.»

A menina-que-já-não-era-menina deixou a sua casa e enfrentou o mundo. Enquanto aprendia mais sobre ela própria, aprendia mais sobre o homem. Uma das suas forças era a sua capacidade de exprimir o seu amor pela sua família. Não importava por onde tinha andado no mundo, o homem chamava-a e dizia-lhe: «Amo-te, minha menina.»

chegou o dia em que a menina-que-já-não-era-menina recebeu uma chamada telefónica. O grande homem estava mal. Tinha sofrido um ataque. Não conseguia falar, sorrir, rir, andar, abraçar, dançar, nem dizer à menina-que-já-não-era-menina que a amava.

Ela foi a cabeceira do grande homem. Quando entrou no quarto e o viu, parecia pequeno e não parecia nada forte. Olhou para ela e tentou falar, mas não conseguiu.

A menina fez a única coisa que podia fazer. Subiu para a cama, para o lado do grande homem e pôs os braços em torno dos ombros inúteis de seu pai.

Com a cabeça no peito dele, pensou em muitas coisas. Lembrou-se de como se sentia protegida e acarinhada pelo grande homem. Sentia desgosto pela perda que ia sofrer, a das palavras de amor que a confortavam.

E então ouviu dentro do homem, o bater do seu coração. Este continuava a bater despreocupado com os danos no resto do seu corpo. E enquanto ela ali descansava, a magia aconteceu. Ouviu o que precisava de ouvir.

O coração dizia, ao bater, o que a boca já não conseguia, «amo-te, minha menina, amo-te, minha menina»... e ela sentiu-se confortada. "

Patty Hansen

sábado, 15 de agosto de 2015

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

sábado, 8 de agosto de 2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

sábado, 1 de agosto de 2015